A banalização do “Não” na educação infantil

Olá Adorável Mãe!!! Tudo bem com você?

Hoje estou aqui para compartilhar com vocês mais uma das minhas filosofias de vida. Já ouviram falar em Disciplina Positiva? Nos identificamos muito com esse estilo de educação e é o que tentamos seguir aqui em casa desde que a Lis nasceu.

Numa explicação bem simplificada, a disciplina positiva está entre a Disciplina Permissiva (onde os pais não exercem nenhuma autoridade sob seus filhos, deixando-os fazerem tudo o que querem) e Disciplina Autoritária (totalmente oposta, onde os pais não permitem que seus filhos façam absolutamente nada), ou seja, a disciplina positiva é o equilíbrio entre as duas.

Talvez o assunto seja um tanto polêmico, mas a minha ideia é apenas compartilhar as experiências que vivemos aqui em casa e quem sabe fazer você pensar e refletir um pouquinho.

Imagine a seguinte cena: Você está chegando em casa, pega o controle, liga a TV , vai sentar no sofá e alguém grita: Não! Não pode fazer isso!!!
Isso o que? Você pensa: Pegar o controle, ligar a TV ou sentar no sofá? E porque não posso fazer isso?
Então você vai até o quarto, ascende a luz, abre a gaveta e alguém novamente grita: Não! Também não pode fazer isso!!!
Não parece desconfortável?

Você já parou pra pensar que pode fazer isso com o seu filho o dia inteiro? Já parou pra contar quantos “nãos” você fala pra o seu filho durante o dia?

A disciplina positiva nos ensina que as crianças precisam ser direcionadas para o que elas PODEM fazer e não reforçar o que elas NÃO DEVEM fazer. Por exemplo: Grande parte dos pais (e se não forem todos) já deve ter levado um tapa no rosto do seu filho. A maioria das pessoas diria: Não! Não pode bater!
Perceba que usamos um “Não” que não educa e reforçamos a atitude negativa que a criança teve. Ao invés disso, aqui em casa nós dizemos: Filha, na mamãe (ou no papai) é pra fazer carinho, faz um carinho na mamãe! Perceba que neste caso nós a direcionamos. Estamos ensinando como ela DEVE tratar a mamãe (ou o papai). Do contrário, ela apenas ouviria o que não deve fazer, ficando sem a orientação correta do que ela pode fazer.

Mas não pense que nunca falamos não para a Lis, apenas evitamos usando o direcionamento e incentivando a mudar o foco. Dessa forma o “Não” não perde o seu valor e deve ser usado numa situação de risco como um dedo na tomada, por exemplo. O fato de evitar a palavra “não”, não significa que estamos deixando-a sem limites. Limites são muito importantes para o desenvolvimento de uma criança e faz parte do seu aprendizado.

Garanto pra você que isso é bem difícil, difícil mesmo. Mas foi uma escolha que fizemos e estamos dia a dia aprendendo com ela, aprendendo a pensar fora da caixa. Isso demanda muito trabalho e amor porque realmente é muito mais fácil dizer “não” para ela, do que me sentar no chão e direciona-la para as coisas que pode fazer.

Quando é preciso usar a palavra “Não” sempre explicamos o motivo pelo qual ela não pode fazer aquilo e oferecemos alternativas. Por exemplo: Se ela insiste em mexer na tomada (porque será que eles amam tanto tomada?), nós dizemos: Filha, esse Não! É muito perigoso! Vamos brincar com a bola? Ou vamos um livro? Ela vai escolher e brincar com as opções que oferecemos a ela. Sempre tentando distrai-la. Mas não se engane, logo ela vai mexer na tomada novamente e o processo começará tudo de novo. Muita paciência, não é mesmo?

Isso não fará que ela não dê tapas no nosso rosto ou não mexa mais na tomada, mas com o tempo e com os incentivos corretos ele vai aprender que na mamãe e no papai se faz carinho e na tomada é perigoso. Na nossa correria diária nem sempre temos paciência e tempo para agirmos dessa forma, mas tente um pouco a cada dia e logo se tornará natural.

E outra coisa muito importante para encerrar. Veja sempre se há mesmo a necessidade de dizer “Não” o tempo inteiro. Será que nossos filhos não podem explorar a casa? Lembre-se que não há motivos para mostrar quem é que manda ou quem tem mais poder! Eles sabem quem somos e vão aprender a nos respeitar e não a ter medo de nós. Aqui em casa a Lis adora explorar os potes e as panelas na cozinha e sinceramente eu não me importo nenhum pouco, porque vejo ali uma atividade super legal, ela fica tentando encaixar os potes e as tampas nas panelas. E depois de toda a bagunça aproveito a oportunidade para ensiná-la a guardar tudo no lugar (claro que ela guarda do jeito dela) e fazemos daquilo um momento de brincadeira e é delicioso. Às vezes é estressante sim, eu não vou mentir mas, na maioria das vezes é muito gostoso!

Nunca se esqueça que a maneira com que falamos com nossos filhos terá total influência no comportamento e na forma como ele tratará os outros.

Compartilhe com a gente sua experiência e suas opiniões sobre o assunto.

Não deixe de curtir, comentar e compartilhar!

Um super beijo e até a próxima!


Para entender mais sobre Disciplina Positiva acesse o site Paizinho Virgula.

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