A decisão de deixar o emprego

Olá pessoal! Tudo bem?

Quando engravidei não tinha uma ideia muito certa sobre o meu futuro profissional. Meus pensamentos vagavam sobre voltar ao trabalho e deixar a Lis na creche.

Quando a Lis nasceu, nos primeiros meses eu realmente achava que voltaria a trabalhar, porém o convívio com a pequena me fez mergulhar de cabeça no mundo da maternidade. Conversas com meu esposo, muita leitura sobre o assunto e o fato de poder amamentar exclusivamente em livre demanda me ajudaram a tomar a decisão correta. Sim! Eu iria deixar meu emprego e dedicar integralmente o meu tempo a ela.

A primeira infância, que inicia na concepção e vai até que a criança complete 6 anos de idade, quando bem cuidada é extremamente importante para o desenvolvimento saudável da criança.

Durante a Primeira Infância ocorre o crescimento físico, o amadurecimento do cérebro, a aquisição dos movimentos, o desenvolvimento da capacidade de aprendizado, a iniciação social e afetiva, entre outros, e cada um desses aspectos é interligado com os demais e influenciado pela realidade na qual a criança vive.

Os estudos mostram que quanto melhores forem as condições para o desenvolvimento durante a Primeira Infância, maiores são as probabilidades de que a criança alcance o melhor do seu potencial tornando-se um adulto mais equilibrado, produtivo e realizado. Uma criança saudável emocionalmente gera um adulto saudável.

Com certeza foi uma escolha difícil. E em termos financeiros ainda é! Nossa renda caiu bruscamente, cortamos nossos gastos e luxos para criar boas memórias.

Ao invés de muitos brinquedos, a Lis brinca com objetos (seguros) da casa enquanto a mamãe prepara as refeições diariamente. Ao invés de roupas caras, sujamos as mais simples com as frutas que comemos juntas todas as tardes. Ao invés de ter mais coisas, optamos em ter mais tempo para poder acompanhar todo o desenvolvimento e crescimento da nossa princesa. E não há dúvidas: foi a melhor escolha!

Se financeiramente as coisas não são fáceis, emocionalmente também não é. Como mulher, me sinto frustrada, algumas vezes. Numa era em que as mulheres lutam pelos seus direitos e trabalham incansavelmente para serem reconhecidas e independentes, eu resolvi parar. Abrir mão de toda essa “competitividade” e me dedicar ao que eu amo fazer: cuidar da minha família.

É uma mudança radical: ter o seu próprio dinheiro e comprar o que quer e de repente passar a depender exclusivamente do marido. Dar “satisfação” sobre os gastos é passar por cima do meu orgulho, mesmo tendo um marido tão compreensivo e parceiro como é o meu! A boa notícia é que a gente se acostuma.

Não tenho dúvidas que fizemos a melhor escolha! Ver a Lis crescer e acompanhar todo o seu desenvolvimento de perto é maravilhoso.

Independente da decisão em dedicar o seu tempo exclusivamente ao seu filho ou deixa-lo em uma creche, o importante mesmo é ter tempo de qualidade. Brincar, fazer as refeições em família ou passear, o que for fazer faça o seu melhor! Seja exclusiva o tempo que tiver disponível ao seu bebê, com certeza isso fará uma enorme diferença!

Compartilhe com a gente sua experiência sobre essa dúvida tão cruel!

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Um super beijo e até a próxima!


Fonte sobre informações sobre a primeira infância: http://www.fmcsv.org.br/pt-br/Paginas/primeira-infancia.aspx

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