Me entregando ao amor

Olá Adorável Mãe!!! Tudo bem com você?

Nunca fui uma pessoa super amorosa. Grandes demonstrações de amor e afeto realmente não eram a minha praia. Fui criada assim, entre uma mãe e mais três irmãs se amando cada uma a sua maneira, nem sempre carinhosa.

Tenho uma séria dificuldade em me apegar as pessoas. Eu evito ao máximo, porque tenho muito medo de sofrer.  Eu sei que um dia os nossos amados vão embora e quando isso acontecer eu não quero sofrer, simples assim! Mas isso não é legal, não mesmo!

Quando a Lis nasceu, eu me mantive nessa linha e evitei me apegar a ela. Pareço ridícula, eu sei. Mas tentei ao máximo não deixar que o meu coração fosse dominado pelo amor.

Até que um dia eu desisti e pensei: Ok! Se for para ser mãe que eu seja a melhor que puder. Se for para amar que seja intenso, muito intenso! E foi assim, depois de quase um mês que a Lis havia nascido que eu me permiti viver a maternidade na sua plenitude.

Depois disso mergulhei de cabeça e por isso quero compartilhar com vocês algumas das minhas filosofias neste primeiro ano de vida da Lis:

  • Amamentação exclusiva. Minha mãe teve quatro filhas e em nenhuma delas amamentou por mais de 1 mês. Na minha insegurança eu achei que isso fosse acontecer comigo também. Minha meta era amamentar 20 dias. Consegui! Depois, amamentar até o terceiro mês. Consegui também! E a cada mês eu achava que poderia ser o último e não foi!!!! Eu consegui!!!!! Uma das minhas maiores vitórias da maternidade foi amamentar de forma exclusiva e em livre demanda até o sexto mês.  A Lis já está com 14 meses e ainda mama. Uma bela vitória!!!!
  • Boa alimentação. Após o sexto mês introduzimos alimentação complementar. Sempre respeitando o tempo da Lis e priorizando alimentos saudáveis. Fico super feliz quando vamos a feira, é bem difícil às vezes porque ela quer comer todas as frutas que vê pela frente! Mas é um estresse do bem. Fico feliz porque ela reconhece os alimentos e sabe o quanto é gostoso.
  • Sempre disponível. Gosto muito de me colocar no lugar da criança. Realmente deve ser muito estranho viver em um mundo como o nosso. Se nós adultos nos assustamos de vez em quando, imagina um bebê! Por isso faço o possível para que a Lis seja muito bem acolhida por mim. Quando ela sentir medo ou ficar insegura, eu estarei pronta para um colo. É claro que nem tudo são flores, já precisei deixa-la chorando porque em alguns momentos é praticamente impossível dar a atenção que eles pedem, mas também por inúmeras vezes tirei a panela do fogo e sentei-me no chão para brincar com ela ou então fazer as tarefas domésticas com ela no sling. Me arrependo? Não! Medo de mima-la? Menos ainda!
  • Usei e abusei do sling. Amei e super recomendo! Uso e abuso do sling até hoje. O contato afetivo é maravilhoso! Acalmam a mãe e bebê, ajudam na cólica,  estimulam a produção de hormônios enfim…só benefícios!
  • Empatia. Basicamente eu trato a Lis como gostaria de ser tratada! O que é melhor para você: uma convivência amorosa ou aos gritos? Acho que todos nós preferimos uma convivência mais pacífica, não é mesmo? Partindo deste princípio tudo fica mais fácil. Difícil mesmo é lutar contra nosso temperamento e com a forma que fomos criados e tentar fazer diferente. Escolhendo mudar uma coisa por dia é possível sim!

Gosto de ouvir conselhos dos mais velhos, é claro que usando um bom filtro. Durante a minha gravidez eu conheci muitas mulheres que se arrependeram  porque não “curtiram” os filhos como gostariam e me ajudaram ser  a mãe que sou hoje. Isso me marcou demais.

Em um piscar de olhos a minha negrinha – apelido carinhoso – vai crescer e esse tempo que dedico a ela vai ficar na lembrança. Por isso beijo, abraço, brinco, dou colo,dou limites e tudo o que ela precisa. Sem medo de me apegar, sem medo de ser feliz! Me esforçando ao máximo para ser a melhor mãe para a Lis.

Compartilhe com a gente sua experiência de como ficou seu coração quando seu pequeno amor chegou!

Não deixe de curtir, comentar e compartilhar!

Um super beijo e até a próxima!

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