Publicidade Infantil: Nossos filhos reféns do consumo.

Olá Adorável Mãe!!! Tudo bem com você?

Hoje o tema do post é Publicidade Infantil. Que atire a primeira pedra o pai ou a mãe que nunca comprou algo que seu filho queria muito só porque viu na televisão? Acredito que todos passaram por isso, ou ainda passarão!

Recentemente li uma pesquisa divulgada em 2003 que indica que 80% da influência de compra dentro de uma casa vêm das crianças. Mas de onde vem esse poder de escolha da criança? Resposta fácil não é mesmo? Televisão!

A impressão é que somos reféns das escolhas dos nossos filhos e eles são reféns da televisão, sob a nossa permissão e incentivo, muitas vezes.

Segundo a PL 5921 – que é o projeto de lei que cria regras claras para as propagandas dirigidas ao publico de até 12 anos – a publicidade infantil contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce.

Baseado no site Publicidade Infantil Não vou listar 10 motivos para não expor às crianças a publicidade infantil.

  • É ILEGAL. O código de defesa do consumidor define como abusiva e ilegal qualquer tipo de propaganda direcionada ao publico com deficiência de julgamento e experiência.
  • É ANTI-ÉTICO. Já percebeu como os personagens e ídolos infantis estão associados a grandes marcas? Tudo isso para promover e chamar a atenção dos nossos filhos.
  • Entre 1980 e 2013, sobrepeso e a obesidade subiram 47,1% nas crianças e é a principal responsável por doenças graves prematuras, como diabetes e problemas do coração. A Organização Mundial de Saúde (OMS) defende o fim da publicidade de alimentos não saudáveis para as crianças.
  • NÃO É SUSTENTÁVEL. Desde pequenas, as crianças devem ser instigadas a descobrir que cada uma de suas ações tem impacto no coletivo e no meio ambiente. Precisam aprender valores essenciais à sobrevivência da humanidade, como a solidariedade, o senso de responsabilidade com o bem comum, o respeito ao outro e ao meio em que vivemos.
  • EROTIZA. Já percebeu como é normal hoje em dia que a maioria das crianças se comportarem como adultos? O modo de vestir, dançar, falar. A maneira como as propagandas direcionadas ao publico infantil tem impactos muito fortes na sexualidade de crianças e adolescentes, acarretando sérias e desastrosas mudanças de rumo em suas histórias de vida. A perda da autoestima, o interesse comercial da sexualização, a gravidez precoce e a violência são alguns dos retornos negativos do encurtamento da infância.
  • DISTORCE VALORES. A publicidade diz a crianças e adolescentes que eles só serão felizes se possuírem ou usarem determinado produto, perpetuando a cultura de que é preciso ter para ser. Estimulam a competição, o individualismo, o preconceito e a bajulação como forma de conseguir o querem, além de contribuir para o consumo precoce do álcool e tabaco e para a diminuição das brincadeiras.
  • ESTRESSA A FAMÍLIA. A publicidade infantil é pensada minuciosamente, de forma que as crianças sejam estimuladas a pedir o produto repetidamente para vencer os pais pelo cansaço – esse é o chamado “fator amolação”, amplamente estudado e usado pela indústria do marketing.
  • ESTIMULA A VIOLÊNCIA. O acesso rápido ao consumo, a independência e o prestígio são os principais motivadores de delitos entre os internos da Fundação Casa, segundo pesquisa da instituição de 2006. Como a publicidade passa a ideia de que só quem tem está inserido na sociedade, crianças e adolescentes acabam usando da violência para conseguir aquilo que acreditarem ser necessário para serem aceitos.
  • SE APROVEITA DA AUSÊNCIA DOS ADULTOS. A criança brasileira passa em média 5 horas por dia em frente a televisão. É a maior média do mundo. O pai e a mãe trabalham fora o dia todo para sustentar a casa e seus filhos. Cenário ideal para a publicidade infantil invadir sua casa e ocupar seu espaço.
  • NÃO SE SUBMETE A NINGUÉM. Infelizmente, no Brasil não há nenhum órgão que fiscalize os abusos cometidos pelas agências de publicidade. São propagandas que não protegem a família.

Nossos filhos estão sendo massacrados por um mercado que não se preocupada com o futuro e bem estar das nossas crianças. Onde vamos parar?  Na maioria das vezes, o desejo da criança em ter algo não é real, ou seja, não veio de dentro dela. Foi implantado! Isso é covardia!

Vamos conversar com nossos filhos, porque se não fizermos, a propaganda fará todos os dias e ensinará valores totalmente distorcidos.

O que podemos fazer é tentar restringir o acesso a televisão, aumentar o diálogo, incentivar as brincadeiras e ensinar que SER é muito mais importante que TER.

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Um super beijo e até a próxima!


Fonte: http://publicidadeinfantilnao.org.br/
Imagem: artmixweb

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